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Autoria

Aqui não está quem assina, e sim o padrão que a assinatura forma. A pergunta é se o campo escreve sozinho ou acompanhado, e o que mudou nisso desde 2004.

São 2,34 autores por trabalho na média do conjunto. 114 trabalhos têm assinatura única, e a maior autoria reúne 11 pessoas num só. Dos 704 pesquisadores, 134 publicaram mais de uma vez.

Trabalhos por número de autores

A dupla é a forma mais comum, e não o trabalho solitário: é o formato de orientação, que a revista publica desde o começo.

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Tabela de dados de Trabalhos por número de autores
AnoTrabalhos
1114
2176
381
433
525
64
73
111
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A dupla é a forma dominante: 176 dos 437 trabalhos são assinados por duas pessoas, e o autor único responde por 114. Depois de três autores a curva cai depressa, e trabalhos de seis ou mais são oito.

Assim, descreve-se um campo em que o trabalho típico é de orientação, e não a ciência de laboratório, em que a equipe grande é norma: um orientador e um orientando, às vezes dois.

Média de autores por ano

A curva sobe devagar e sem recuo: o trabalho de uma pessoa só encolheu conforme os programas de pós-graduação se firmaram.

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Tabela de dados de Média de autores por ano
AnoAutores por trabalho
20041
20051,75
20061,63
20071,75
20081,67
20092,05
20101,8
20112,21
20122,42
20132,05
20142,2
20152
20163,47
20172,72
20182,2
20192,21
20202,42
20212,23
20222,56
20232,58
20243,28
20252,79
20262,8
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A média sai de 1,0 em 2004 e assenta perto de 2,8 na última década. Contudo, a subida não é lenta. Ela acontece em dois degraus, o primeiro por volta de 2009 e o segundo depois de 2015.

Cada degrau coincide com a chegada de um grupo de programas de pós-graduação à revista. A curva mede, no fundo, a institucionalização do campo.

Instituições por trabalho

Quantas instituições diferentes assinam o mesmo trabalho. A colaboração entre instituições é minoria: a maior parte dos trabalhos sai de uma instituição só.

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Tabela de dados de Instituições por trabalho
AnoTrabalhos
1310
262
37
51
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310 trabalhos têm uma instituição só, e 62 têm duas. Por outro lado, a colaboração entre instituições é minoria: sete trabalhos reúnem três, e um reúne cinco.

Junto com a distribuição de autores, este painel diz que a coautoria do campo é interna: dois nomes do mesmo programa, e não dois programas diferentes.

Equipe e extensão

Cada ponto é um trabalho: o número de autores num eixo, o de páginas no outro. A tabela traz a média de páginas para cada tamanho de equipe.

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Tabela de dados de Equipe e extensão
AutoresPáginasn
111,6114
215,3176
315,981
415,433
516,225
6164
716,73
11211
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A nuvem foi montada de modo a testar se equipe maior escreve mais longo. Trabalho com mais autores tende a ser um pouco mais longo, e a diferença é de poucas páginas. A extensão é regulada pela revista, e não pelo tamanho da equipe, de modo que o teto do gênero aperta a variação.

A nuvem mostra, mais do que relação, o quanto o formato do artigo é padronizado nesta base.

Equipe maior não rende citação

O mesmo desenho, com as citações recebidas no eixo vertical. A nuvem não sobe com o tamanho da equipe: escrever em mais gente não faz o trabalho ser mais citado.

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Tabela de dados de Equipe maior não rende citação
AutoresCitaçõesn
11,6114
21,3176
31,881
41,933
50,825
65,34
70,33
1101
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Não há relação clara entre número de autores e citação recebida. Trabalhos de autor único estão entre os mais citados da base, e equipes grandes estão entre os menos.

Nesse sentido, a citação aqui se explica pelo ano: quanto mais antigo, mais tempo teve para acumular. Ler esta nuvem sem levar o ano em conta leva a concluir o contrário do que ela diz.

Equipe e bibliografia

Número de autores e tamanho da lista de referências. Aqui há relação: equipe maior lê e cita mais.

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Tabela de dados de Equipe e bibliografia
AutoresReferênciasn
118,498
217,9173
320,881
417,133
515,825
616,84
745,33
11351
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A lista de referências cresce um pouco com o número de autores, e a razão é de gênero: revisões sistemáticas costumam ser assinadas por equipes, e são elas que puxam a lista para cima.

Entretanto, a relação some quando se separa por seção. É um efeito de composição, e não de coautoria.

Trabalhos individuais por ano

Em números absolutos, e não em proporção: o volume da revista também mudou no período.

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Tabela de dados de Trabalhos individuais por ano
AnoTrabalhos
20046
20055
20064
20078
200811
20099
20104
20117
20123
20134
20146
20157
20160
20171
20184
20198
20204
20214
20226
20236
20242
20255
20260
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O trabalho de autor único era tudo em 2004 e hoje é exceção. A queda é contínua e não tem recuo: nenhum ano da última década volta ao patamar da primeira.

É a mesma história da média de autores, vista pelo avesso. Assim, as duas curvas juntas fecham o argumento: o que mudou foi o que conta como trabalho publicável no campo, e não o tamanho da equipe.

Quantos trabalhos cada pessoa assinou

A maior parte publicou uma vez só. A cauda longa à direita é o núcleo que sustenta o campo edição após edição.

  • 1 trabalhos568
  • 2 trabalhos76
  • 3 trabalhos26
  • 4 trabalhos13
  • 5 trabalhos6
  • 6 trabalhos1
  • 7 trabalhos3
  • 8 trabalhos1
  • 9 trabalhos2
  • 10 trabalhos3
  • 17 trabalhos2
  • 25 trabalhos1
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Tabela de dados de Quantos trabalhos cada pessoa assinou
TrabalhosPesquisadores
1 trabalhos568
2 trabalhos76
3 trabalhos26
4 trabalhos13
5 trabalhos6
6 trabalhos1
7 trabalhos3
8 trabalhos1
9 trabalhos2
10 trabalhos3
17 trabalhos2
25 trabalhos1
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571 pesquisadores assinam um trabalho só, e a curva cai quase à metade a cada degrau. Assim, reconhece-se a distribuição de Lotka, que aparece aqui como em qualquer campo.

De campo para campo muda a altura do topo: aqui o máximo é vinte e cinco trabalhos em vinte e dois anos, cerca de um por ano. Nesta base falta o autor que assina dezenas de vezes, como outras áreas têm.