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Editoriais

Cada número da InfoDesign abre com um editorial, e é ali que a revista fala em nome próprio. Quarenta e dois desses textos, publicados entre 2013 e 2026, foram lidos por inteiro sob rubrica escrita antes da leitura, de modo a fixar o que registrar em cada campo. Adotaram-se três eixos: o que o editorial faz, como ele trata os artigos do número, e se ele chega a dizer o que o design da informação é. O editorial fica fora do corpus, e nada desta seção entra nas contagens das outras. Lê-se aqui a revista comentando a si mesma, ao longo de catorze anos em que a periodicidade, a língua e a editoria mudaram.

42 editoriais lidos, de 2013 a 2026. 40 apresentam o número e 37 resenham os artigos um a um. 19 situam o campo, afirmando alguma coisa sobre a área para além do que aquele número traz, e apenas 6 dizem o que o design da informação é. A revista fala de si em 7, anuncia mudança em 5 e celebra ou se despede em 5.

O que o editorial faz

Quantos dos 42 editoriais fazem cada coisa. Um editorial costuma fazer mais de uma, e por isso a soma passa de 42. A coluna ao lado traz em quantos aquilo é a função principal, que é a que ocupa mais espaço no texto.

  • Apresentar o número40
  • Situar o campo19
  • Prestar contas da revista7
  • Anunciar mudança editorial5
  • Marcar data5
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Tabela de dados de O que o editorial faz
FunçãoEditoriaisComo principal
Apresentar o número4037 como principal
Situar o campo193 como principal
Prestar contas da revista71 como principal
Anunciar mudança editorial51 como principal
Marcar data50 como principal
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Apresentar o número é o que quase todo editorial faz, e em 37 dos 42 é o que ele faz principalmente. Os dois que não apresentam são cartas abertas de despedida de editoras, e o terceiro é um ensaio sobre acessibilidade que não chega ao sumário do número.

Por outro lado, o contraste está na segunda linha. Situar o campo aparece em 19 editoriais, e é a função principal em 3. Assim, a revista comenta a área com frequência, quase sempre de passagem, numa frase que emoldura o número antes de listar o que ele traz.

As três funções de baixo dizem respeito à revista como instituição, e somam 17 aparições em 42 textos. Elas se concentram, e nenhuma aparece entre 2016 e 2018. Treze das dezessete estão de 2020 em diante. Nesse período a editoria mudou duas vezes, a publicação passou a ser contínua, a língua passou a ser o inglês e a revista entrou na Scopus.

A moldura do campo encolhe, e a da revista aparece

Percentual dos editoriais de cada janela que fazem cada coisa. As faixas não somam cem, porque um editorial faz mais de uma coisa ao mesmo tempo. A última janela tem cinco anos, porque catorze anos não se dividem por três.

  • Apresentar o número
  • Situar o campo
  • Prestar contas da revista
  • Anunciar mudança editorial
  • Marcar data
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Tabela de dados de A moldura do campo encolhe, e a da revista aparece
JanelaApresentar o númeroSituar o campoPrestar contas da revistaAnunciar mudança editorialMarcar data
2013-201590,9%63,6%18,2%9,1%9,1%
2016-2018100%50%0%0%0%
2019-202190%30%10%20%10%
2022-2026100%38,5%30,8%15,4%23,1%
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Duas curvas se movem, e em direções opostas.

Situar o campo cai de 7 editoriais em 11, na janela de 2013 a 2015, para 3 em 10 e 5 em 13 nas duas últimas. O editorial que abria dizendo o que a infografia faz, ou o que o design da informação tem de tradição, foi ficando raro.

Por outro lado, as três funções que falam da revista fazem o movimento inverso. Elas somam quatro aparições nas duas primeiras janelas juntas e treze nas duas últimas. Marcar data, que é onde são registrados os aniversários e as despedidas, aparece uma vez até 2019 e quatro depois.

Uma leitura possível é que o editorial trocou de assunto: quando havia menos a relatar sobre a própria revista, ele comentava a área. Outra é que a mudança está no que a revista passou a ter para contar, e não no que ela deixou de pensar. A camada não decide entre as duas. Ainda, mostra-se que as duas curvas se cruzam entre 2019 e 2021.

Optou-se por janela de três anos, visando afastar a oscilação da amostra. A revista publica cerca de três editoriais por ano, e num gráfico anual um editorial a mais moveria trinta pontos percentuais.

Como o editorial trata os artigos do número

Um valor por editorial. Resenha quando diz de cada artigo, ou da maioria, o que ele sustenta; lista quando os nomeia em enumeração; não menciona quando não nomeia nenhum.

  • Resenha os artigos37
  • Lista os artigos2
  • Não menciona artigo3
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Tabela de dados de Como o editorial trata os artigos do número
ArtigosEditoriais
Resenha os artigos37
Lista os artigos2
Não menciona artigo3
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Este é o eixo mais assentado da camada: 37 dos 42 editoriais descem ao artigo e dizem o que ele defende.

Entretanto, os cinco restantes concentram-se no começo da série. Quatro são de 2013 e 2014, entre eles as versões inglesa e espanhola de um mesmo editorial, que agrupa os artigos em blocos com um predicado coletivo. O quinto é a carta de despedida de 2020, que não trata do número.

De 2021 em diante, todo editorial resenha. Nesse sentido, o gênero fixou-se: quem edita escreve um parágrafo por artigo, na ordem do sumário, dizendo o que ele investiga e o que conclui. Isso torna o editorial da InfoDesign um resumo de segunda ordem do número, e explica por que este eixo concorda entre as duas leituras em cem por cento dos casos.

Quantas coisas o editorial faz de uma vez

Número de funções por editorial, entre as cinco do eixo.

  • 1 função16
  • 2 funções21
  • 3 funções3
  • 4 funções1
  • 5 funções1
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Tabela de dados de Quantas coisas o editorial faz de uma vez
Funções por editorialEditoriais
1 função16
2 funções21
3 funções3
4 funções1
5 funções1
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O editorial da InfoDesign é lido aqui como um texto de duas tarefas. Vinte e um dos quarenta e dois fazem exatamente duas coisas, e outros dezesseis fazem uma só. Nos que fazem duas, a segunda é quase sempre situar o campo.

Os cinco que fazem três ou mais são textos de circunstância: dois aniversários, uma despedida e o número que anuncia a entrada na Scopus. O quinto é o primeiro número de 2026, que apresenta, situa o campo e agradece na mesma página. Assim, quando a revista tem algo a comunicar sobre si, o editorial acumula funções.

Quando a revista diz o que o campo é

As sentenças em que o editorial afirma, na voz da revista, o que o design da informação é, faz ou abrange. A definição que o editorial atribui a um autor do número foi excluída: essa é do artigo, e a seção Como o campo se define já a lê.

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Os 42 editoriais, um a um
Tabela de dados de Os 42 editoriais, um a um
EditorialAnoFunçãoTodas as funçõesArtigosDefine o campo
Editorial2013Apresentar o númeroApresentar o número · Marcar data · Prestar contas da revistaResenha os artigosnão
Editorial2013Situar o campoSituar o campo · Apresentar o númeroNão menciona artigonão
Editorial2013Apresentar o númeroSituar o campo · Apresentar o númeroResenha os artigossim
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ler a análise

Seis sentenças em quarenta e dois editoriais, e entre elas um intervalo de oito anos.

As três primeiras são de 2013, 2014 e 2016, e falam de um campo em construção: o que ele tem de tradição, o que quem nele trabalha pode fazer, quantos movimentos e escolas o formaram. As três últimas são de 2024, 2025 e 2026, todas em inglês: duas dizem que o campo é maduro, e a de 2026 diz que o alcance dele passa da organização de artefatos visuais. Entre 2017 e 2023 nenhum editorial define coisa alguma.

Nesse sentido, o intervalo coincide com o período em que situar o campo também recua, e as duas definições recentes chegam junto com o aniversário de vinte anos e com a entrada na Scopus. A revista voltou a dizer o que o campo é no momento em que teve de se apresentar a um público que não a conhecia.

Seis sentenças são pouco para uma tendência, e é por isso que elas aparecem inteiras, e não contadas.

Como a leitura foi feita

Cada editorial foi lido por inteiro, duas vezes, por modelo de linguagem, sob a rubrica publicada em Procedimentos. A leitura é feita sobre o texto, e não sobre o resumo: editorial não tem resumo, e classifica-se o que ele faz, que só o corpo mostra.

Esta é a primeira camada da plataforma em que a segunda passagem foi feita fora da conversa em que a primeira aconteceu. O segundo leitor recebeu a rubrica e os textos, leu em ordem cronológica inversa e gravou o resultado sem ver a primeira leitura nem a sessão em que ela foi feita. Nas três camadas anteriores, a segunda passagem foi releitura do mesmo leitor na mesma sessão. Os quarenta e um primeiros foram lidos de uma vez, em agosto de 2026; o editorial do v. 23 n. 1, que a revista pôs no portal três meses depois da edição, entrou depois, no mesmo arranjo.

As duas passagens coincidiram em 95,2% na função principal, em 100% no tratamento dos artigos e em 97,6% em dizer se o editorial define o campo. Na lista inteira de funções, que aceita até cinco valores por editorial, o conjunto saiu idêntico em 73,8% e a sobreposição média foi de 89,2%. 3 editoriais foram ao desempate, decidido com as duas leituras à vista.

Este número não é concordância entre juízes independentes no sentido usual. Os dois leitores são o mesmo modelo, aplicado sob a mesma rubrica, e os separa a ordem de leitura, mais a ausência da primeira decisão à vista. Ele mede o quanto a rubrica é determinada. Uma medida de concordância entre juízes exige um segundo leitor humano, e ela não foi feita.

Seis textos ficaram fora por regra. Cinco são expediente, que é lista de conselho editorial e não faz nada do que a rubrica pergunta. Um é um editorial de 2004 cujo PDF nunca existiu, e que por isso não tem texto a ler.

A série é começada em 2013 porque o portal não registra editorial como item próprio entre 2005 e 2012: são vinte edições sem qualquer item fora do corpus. Ler a primeira década da revista pelo editorial não é possível com o que existe, e toda afirmação sobre mudança nesta seção vale para catorze anos.