Dois artigos do v. 6 n. 1, de 2009, foram retirados do portal em 12 de maio de 2025. Eles continuam registrados no Crossref e no OpenAlex e, por isso, ficam na base, sem PDF. Um editorial retirado em 2022 não tem registro em nenhuma fonte e não entrou na base.
As palavras-chave estavam completas nos registros até 2020. Em 2021 e 2022, faltam na maior parte dos trabalhos, e de 2023 em diante desaparecem, porque a revista deixou de enviá-las. Por isso, um programa as copiou do PDF, onde continuam impressas. São as palavras-chave escolhidas pelos autores, sem uma lista fixa de termos.
A instituição de cada autor vem escrita como o autor a informou. O OpenAlex padroniza esses nomes, mas não alcança todos os casos e nem sempre acerta. Ele associa siglas por semelhança, e num acervo brasileiro isso gera erros repetidos: a UFPE virou Blackboard, nos Estados Unidos, e a UnB virou uma universidade da Indonésia. Quando a forma escrita pelo autor é reconhecida, vale essa forma. Assim foram corrigidas 59 autorias.
Há um segundo tipo de erro. Quando o PDF não traz a linha com a instituição, o OpenAlex procura instituições no texto que conseguiu extrair do artigo. Assim, ele atribui instituições que nenhum autor informou. Por exemplo, o trecho “Introdução Olinda é uma cidade pernambucana… Tais” virou Taishan University para os cinco autores de um artigo sobre a memória gráfica de Olinda. E o trecho “disciplinas relacionadas” virou uma universidade indiana para cinco pesquisadores da UFPR. Para evitar esse erro, a plataforma exige uma confirmação: o nome da instituição encontrada precisa aparecer no trecho de texto de onde ela saiu. Essa regra recusou 74 instituições que não apareciam.
Duas outras fontes recuperam o que a padronização deixa sem resposta. A primeira é uma tabela que um modelo de IA (Claude) escreveu, e que reconhece siglas como UFPR e ESDI/UERJ. A segunda é o bloco Sobre os autores, que o próprio trabalho traz no fim. Quando esse bloco segue um formato fixo, ele é lido por um programa. Quando ele é uma biografia em texto corrido, o que acontece em treze trabalhos, o modelo leu cada bloco e anotou a instituição numa tabela. O trecho que sustenta cada anotação ficou guardado ao lado, para conferência.
Com essas três fontes, 419 dos 437 trabalhos têm a instituição de origem identificada. Os outros 18 ficam sem essa informação, porque não informam a instituição nem trazem um bloco que possa ser lido. Em quatro dos trabalhos identificados, a instituição não vem do próprio trabalho. Ela vem de um vínculo comprovado para aquele ano, por outro artigo da mesma pessoa nesta revista ou por uma fonte externa identificada pelo nome. A regra é usar o vínculo da época, e nunca o atual. O grau de confiança de cada um desses casos fica registrado. O modelo também registrou numa tabela a unidade federativa de cada instituição brasileira.
Para identificar cada pesquisador, a plataforma usa o ORCID, quando ele existe. Na falta do ORCID, usa o sobrenome e as iniciais. A divisão da lista de referências em referências individuais é feita por regras aproximadas e pode conter erros.