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Sobre o projeto

Esta plataforma apresenta uma base construída a partir de seis fontes conferidas uma contra a outra, com o texto integral dos artigos entre elas. As regras de decisão das camadas interpretativas estão em Procedimentos; o registro completo do método pode ser pedido pela seção Contato.

Por que um observatório

O argumento que motiva o projeto, e o estado da revista em que ele se apoia; o que vem a seguir é como ele foi executado.

A InfoDesign é o periódico da SBDI e sai desde 2004, três vezes por ano, em acesso aberto, sem taxa de publicação e com avaliação por pares às cegas. Ela nasceu para firmar uma perspectiva brasileira num campo de epistemologia anglo-americana, e em vinte e dois anos reuniu um corpo substantivo de conhecimento.

Esse corpo hoje está indexado. A revista foi aceita na Scopus, com cobertura retroativa que alcança o acervo inteiro, e figura também no DOAJ, no Latindex, na EBSCO, na Gale, no ANVUR e na Cariniana; a Web of Science segue de fora. O reconhecimento veio com uma mudança de política editorial: desde 2025 a revista só aceita submissão em inglês, e o subtítulo Revista Brasileira de Design da Informação saiu do sítio dela. O alcance que se ganhou cobrou uma barreira para a comunidade que a revista serve, e é essa tensão que esta plataforma toma como assunto.

A indexação de citação conta quem cita quem, e o acervo estar nela o torna localizável sem o tornar legível como campo. Ela não devolve o vocabulário que a autoria declarou, a geografia institucional por unidade federativa, as entradas de referência extraídas dos PDF nem o que cada trabalho faz. Sem isso, a agenda temática, a estrutura de autoria e o padrão de citação do campo só podem ser descritos de modo anedótico, pela memória de quem participou.

Este observatório constrói essa camada, com dados abertos, método declarado e leitura situada. Ele complementa as bases internacionais na medida em que descreve o acervo por atributos que elas não registram, e assim permite que a produção do campo seja localizada, citada e discutida a partir de dentro.

Sobre o uso do termo observatório

Os cinco compromissos são o padrão pelo qual este sítio pede para ser lido, e as duas ressalvas dizem onde ele ainda não os cumpre por inteiro.

Na política científica, o termo observatório nomeia uma estrutura que assume cinco compromissos, e vale declará-los, porque é por eles que este sítio deve ser cobrado.

Continuidade, porque um observatório volta ao objeto em vez de encerrar-se num estudo. Sistematicidade, com método declarado e repetível. Indicadores, e não apenas acervo. Devolução, porque a estrutura existe para que a comunidade se veja. E não intervenção, porque observa sem avaliar quem está dentro.

Cinco decisões foram tomadas para sustentá-los. Inicialmente, optou-se por cobrir os 437 trabalhos das 59 edições, e não uma amostra, de modo a permitir contagem sobre o censo. Em seguida, o método foi publicado, e as rubricas das camadas interpretativas estão em Procedimentos. Cada versão fica registrada em Histórico de versões, para que um número citado possa ser localizado no tempo. O arquivo que a plataforma carrega é o mesmo que ela oferece em Dados abertos, visando a conferência independente de qualquer afirmação. Por fim, nenhum ranking daqui é medida de mérito, porque contar difere de avaliar.

Duas ressalvas ao escopo atual. A primeira é que a continuidade repousa sobre manutenção individual. Um observatório em sentido estrito dispõe de equipe e de mandato institucional. Por outro lado, aqui a periodicidade de atualização está condicionada a quem mantém a plataforma.

A segunda diz respeito às quatro camadas assinaladas com IA no menu, ao lado da seção que as compara com o congresso. Elas excedem o escopo próprio de um observatório, pois julgam texto a texto sob rubrica declarada. Esse procedimento é característico da análise de conteúdo, e distingue-se da construção de indicadores. Nesse sentido, tais seções constituem um estudo, com argumento próprio e sujeito a refutação, e devem ser lidas como tal.

Como a base foi construída

Seis fontes, conferidas uma contra a outra; onde elas divergem, toma-se a da revista.

A espinha dorsal vem do depósito no Crossref, feito pela própria SBDI, e do repositório OAI-PMH da revista, que guarda o registro de cada volume.

O sumário e a página de cada trabalho no portal foram lidos um a um, e é de lá que vêm a seção declarada, a paginação e as palavras-chave que deixaram de ser depositadas.

Cada DOI foi enriquecido no OpenAlex, que acrescenta idioma, ORCID, tópicos, afiliação normalizada e citações recebidas, e conferido no DOAJ.

Do texto integral dos PDF vieram quatro camadas: o resumo e as palavras-chave como os autores os imprimiram, a lista de referências e o corpo do artigo, que é o que a busca no texto integral alcança.

As três bases externas concordam no total: 482 registros depositados. O universo real é de 484 trabalhos, contando um do volume 23 ainda não depositado e o editorial de 2004 que nunca foi ao Crossref.

A Scopus não entra como fonte, embora a revista esteja indexada nela. Ela publica em acesso aberto a contagem de citação, e o que esta base precisa está no depósito, no portal e nos PDF, que são abertos e podem ser reconferidos por qualquer pessoa.

O que entra na contagem

A seção declarada decide; o título não entra na triagem.

Entram as seções Articles, Undergraduate Research, Review, Interview e Point of View, que é o que a revista declara como trabalho acadêmico.

Ficam de fora Editorial, Editorial Team e Open letter to the readers, preservados em arquivo próprio: são 47 registros que não se perderam, e que podem ser pedidos junto com a base.

O critério é a seção declarada no depósito, e não o título. A revista publica editoriais com título temático que passariam por artigo em qualquer triagem por palavra.

O ano de cada trabalho

Uma série montada pelo ano do Crossref mostraria dois picos que nunca existiram.

O campo de ano do Crossref é a data do depósito, e não a da publicação: 75 registros aparecem como 2010 e 59 como 2013, efeito de dois depósitos retroativos em lote.

Aqui vale o ano do volume, tal como o portal o declara. Por isso os trabalhos do v. 22 n. 3, publicados entre dezembro de 2025 e março de 2026, contam como 2025.

Cobertura

Resumo, idioma e paginação em 100% dos trabalhos; palavras-chave em 98,2%, texto integral em 99,5% e referências em 95,7%.

São 437 trabalhos em 59 edições, assinados por 702 pesquisadores desambiguados, com 7.782 entradas de referência extraídas dos PDFs.

Limites que a leitura deve considerar

O que não se sabe está declarado, e aparece como não identificado nos recortes.

Dois artigos do v. 6 n. 1, de 2009, foram apagados do portal em 12 de maio de 2025 e sobrevivem no Crossref e no OpenAlex; ficam na base, sem PDF. Um editorial apagado em 2022 não tem metadado em fonte alguma e não entrou.

As palavras-chave estavam completas nos metadados até 2020 e desaparecem de 2023 em diante, quando a revista parou de depositá-las; foram lidas do PDF, onde continuam impressas. Elas são as declaradas pelos autores, sem vocabulário controlado.

A afiliação vem como o autor a escreveu, e a normalização do OpenAlex não alcança tudo, nem sempre acerta. Ela casa sigla por semelhança, e num acervo brasileiro isso erra em série: UFPE virou Blackboard, nos Estados Unidos, e UnB virou uma universidade indonésia. Onde a forma declarada é reconhecida, é ela que vale, e 59 autorias foram corrigidas assim. O segundo defeito é de outra natureza. Quando a linha de afiliação falta no PDF, o OpenAlex casa instituição contra o que conseguiu raspar do corpo do texto, e devolve instituições que ninguém declarou. Foi assim que “Introdução Olinda é uma cidade pernambucana… Tais” virou Taishan University para os cinco autores de um artigo sobre a memória gráfica de Olinda, e “disciplinas relacionadas” virou uma universidade indiana para cinco pesquisadores da UFPR. A guarda pede corroboração, isto é, que o nome resolvido apareça na cadeia que o produziu, e recusa 74 instituições que não apareciam. Duas camadas recuperam o que a normalização deixa em aberto: uma tabela curada à mão, que lê siglas como UFPR e ESDI/UERJ, e o bloco Sobre os autores que o próprio trabalho traz no fim. Onde esse bloco é estruturado, ele é lido por padrão; onde é biografia em prosa, os treze casos foram lidos um a um, com o trecho que sustenta cada decisão guardado ao lado. Com as três camadas, 419 dos 437 trabalhos têm origem, e 18 ficam sem, porque neles não há declaração nem bloco que se possa ler. Em quatro dos que têm, ela não vem do que o trabalho declara, e sim de vínculo atestado para aquele ano, por outra declaração da mesma pessoa nesta revista ou por fonte externa nomeada; a regra é que vale o vínculo da época, e nunca o atual, e a confiança de cada um fica registrada ao lado. A unidade federativa é curada à mão, instituição a instituição.

A desambiguação de pesquisadores usa ORCID quando existe e, na falta dele, sobrenome mais iniciais. A separação das referências em entradas é heurística.

Dado pessoal

O corpo publicado é o corpo saneado; o PDF original continua aberto no portal.

O texto integral dos artigos traz o endereço eletrônico que os autores publicam na nota final. Cada um deles, 976 ao todo, é apagado antes de o corpo ser publicado, e é essa versão que a busca no texto integral alcança.

O texto sai dos PDF que a própria revista abre, e o contato pessoal fica de fora. O que a plataforma trata, com que base legal e o que ela decidiu não mostrar estão em Proteção de dados.

A equipe

A ordem é a da autoria. O currículo completo de cada pessoa fica no Lattes, que é a fonte oficial e data cada afirmação. O resumo abaixo sai de lá, e diz de onde vem a competência que sustenta cada camada do trabalho. Cada ficha traz também o registro ORCID e o perfil no LinkedIn. As instituições nomeadas são trajetória de quem assina.

Tiago Barros Pontes e Silva

concepção, mineração e consolidação da base, rubricas das camadas interpretativas, arquitetura da informação, redação, desenvolvimento e manutenção

Professor Associado do Departamento de Design da Universidade de Brasília (UnB), onde ingressou em 2006. Coordenou os Cursos de Graduação e de Pós-Graduação em Design, além de atuar em representações da administração superior, como o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e a Câmara de Pesquisa e Extensão (CPP). É Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028) e foi Presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-graduação em Design da Área 29 da CAPES (2024-2025). Atuou como Membro de Comissões Assessoras de Área do INEP/MEC em Design e Formação Geral. Como pesquisador do PPG Design, dedica-se às áreas de Ergonomia Cognitiva, Design de Interação, da Informação, Visualização de Dados e de Jogos com Propósito, com foco em tarefas cognitivas complexas, pensamento computacional, IA generativas, saúde, aprendizagem e ludicidade. Foi responsável pela elaboração e submissão da Proposta de Criação do Doutorado Acadêmico em Design da UnB, aprovada pela CAPES em 2024. Doutor em Arte (2014) pela UnB, na linha de Arte e Tecnologia, com pesquisa em Arte Computacional Evolutiva. Mestre em Psicologia (2006) pela UnB, com ênfase em Ergonomia Cognitiva, e Bacharel em Design nas Habilitações de Projeto de Produto (2002) e Programação Visual (2003) pela mesma universidade.

Lattes ORCID LinkedIn

Sara Miriam Goldchmit

revisão dos dados das obras, do conteúdo, das funcionalidades, da arquitetura da informação e da interface

Professora Associada do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), onde atua também no curso de Design. É Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Design da FAU-USP (2025-2026) e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028), onde foi líder do Grupo de Interesse Especial em Saúde (2024-2025). Integra o comitê executivo da European Academy of Design e o Grupo de Interesse Especial em Saúde Global da Design Research Society (DRS). Lidera o Grupo de Pesquisa Design e Inovação em Saúde (CNPq) e coordena o Laboratório de Pesquisa Design para Saúde. Foi editora gerente da InfoDesign (2022-2024) e atua como revisora de periódicos científicos internacionais e da FAPESP. Como pesquisadora, dedica-se ao design para saúde, ao design da informação, ao design centrado no humano e ao design visual. Doutora e Mestre em Design pela FAU-USP, e Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição.

Lattes ORCID LinkedIn

Gabriela Araujo Ferraz Oliveira

revisão dos dados das obras, do conteúdo, das funcionalidades, da arquitetura da informação e da interface

Professora Adjunta do Departamento de Ciências do Consumo da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Como pesquisadora, dedica-se ao design da informação, ao design editorial, ao livro, à produção gráfica, à tipografia e a experimentações gráficas. Sua experiência profissional é em Design Gráfico, com ênfase em Design Editorial de livros, catálogos e jornais, e também em criação de identidade visual, efêmeros e projetos culturais. Recebeu o Brasil Design Award e o Prêmio Clap, foi finalista do Prêmio Jabuti e recebeu o prêmio de melhor artigo da área de Design da Informação no Congresso Internacional de Design da Informação (CIDI) de 2021. Doutora em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com pesquisa sobre a prática contemporânea do design de livros a partir do conceito de materialidade probabilística. Mestre em Design pela mesma instituição, com pesquisa sobre as possibilidades semânticas na materialidade e no projeto gráfico do livro, e Graduada em Design, com pesquisa sobre o uso do papel nos livros como elemento comunicativo.

Lattes ORCID LinkedIn

Kelli Cristine Assis Silva Smythe

revisão dos dados das obras, do conteúdo, das funcionalidades, da arquitetura da informação e da interface

Professora Adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde atua na graduação em Design e é Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Design. Coordena o projeto de pesquisa Desenvolvimento de material instrucional do método de coleta de dados Wayfinding Information Behavior (WIB) e o projeto de extensão Design e Comunicação para a Saúde. É líder do grupo de pesquisa Design Digital e da Informação e integra o grupo Ergonomia, Usabilidade e Desenvolvimento de Produto, ambos registrados no CNPq. Na Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI), foi Vice-Presidente (2020-2025) e é Presidente (2026-2028), e integra o corpo editorial das revistas Ergodesign HCI e InfoDesign. Como pesquisadora, dedica-se ao Design da Informação, a sistemas de wayfinding, ao Design Centrado no Ser Humano, a processos de design, à comunicação de risco, à experiência do usuário e à acessibilidade, e também ministra cursos e presta consultorias em design informacional e metodologias centradas nas pessoas. Pós-Doutora em Design pela UFPR (2018-2019), com pesquisa sobre análise de processos avaliativos de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência visual, financiada pelo CNPq. Doutora em Design pela UFPR (2018), na linha de Sistemas de Informação, Mestre em Design pela mesma instituição (2014), como bolsista CAPES, e Graduada em Design Gráfico.

Lattes ORCID LinkedIn

Quem responde pelo projeto

O que é da equipe, o que é da Sociedade, o que é da editoria da revista, e o que precisa ficar declarado.

Prof. Dr. Tiago Barros Pontes e Silva

tiagobarros@unb.br

O Observatório é um projeto para a Sociedade Brasileira de Design da Informação, construído no âmbito de pesquisa acadêmica. A InfoDesign é publicada pela própria SBDI, em acesso aberto, e cada trabalho tem DOI próprio.

A equipe responde pela proposição e pela manutenção da plataforma, e também pelas questões legais que ela envolve, com autonomia para conduzir o trabalho e prestação de contas à Diretoria da Sociedade. É o arranjo que o estatuto da SBDI estabelece para as suas iniciativas permanentes: vinculação institucional à Sociedade, que é titular do nome, da marca e do histórico; autonomia técnica conferida à coordenação; e prestação de contas regular.

DE QUE A EQUIPE RESPONDE. O recorte do corpus, as quatro camadas lidas sob rubrica, a redação das análises e a interpretação de cada série são da equipe que assina esta plataforma. Optou-se por publicá-las sem submetê-las à aprovação da revista ou da Diretoria, visando preservar a independência da leitura. Assim, a responsabilidade pelo que esta plataforma afirma é de quem a assina, e à Sociedade e à editoria cabe o que se descreve a seguir.

O QUE A REVISTA RESPONDE. À editoria da InfoDesign cabem a política editorial, a avaliação por pares, o que se publica e os metadados que a revista deposita. Por isso, onde o dado desta plataforma diverge do que o portal da revista mostra, adotou-se a precedência do portal, de modo que a fonte prevaleça sobre a leitura dela. A divergência entra em Procedimentos quando for de método.

O QUE PRECISA FICAR DECLARADO. As quatro pessoas que assinam integram a Diretoria da SBDI no biênio 2026-2028, e a presidência é de uma delas. Na revista, uma integra o corpo editorial e outra foi editora gerente entre 2022 e 2024. Por isso, optou-se por publicar o método por inteiro, fixar as rubricas antes da leitura e abrir a base, de modo que a conferência independente fique ao alcance de quem quiser refazer o percurso.

A base é viva, e correções entram na próxima versão. Para propor correção de autoria, de vínculo institucional ou de referência, e para pedir o banco completo, o caminho é Contato. A forma de referência está em Como citar, e o que mudou a cada versão em Histórico de versões.