A InfoDesign e o CIDI
A pesquisa brasileira em design da informação é publicada principalmente em dois lugares: na revista InfoDesign e no congresso CIDI. Os dois pertencem à Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI). A revista publica desde 2004. O congresso acontece a cada dois anos, e os dados dele usados aqui começam em 2003, na primeira edição. Esta plataforma estuda a revista, e outra plataforma, o Observatório do CIDI, estuda o congresso. Esta seção compara os dois acervos. Os números do congresso vêm de um resumo de dados publicado pelo Observatório do CIDI, e só os números mostrados aqui são copiados dele. Todas as medidas aparecem em porcentagem do acervo de cada um. O congresso publica cerca de quatro vezes o número de trabalhos da revista, e comparar contagens mostraria só essa diferença de tamanho.
Um modelo de IA (Claude), e não uma pessoa, leu cada trabalho dos dois acervos e o classificou com as mesmas categorias. Os pesquisadores responsáveis decidiram o que classificar. O modelo escreveu os critérios e os aplicou. Isto significa que podem existir erros em alguns casos. O modo como a conferência foi feita está descrito em Procedimentos.
A revista tem 437 trabalhos em vinte e dois anos, e o congresso tem 1.837 em doze edições. Além do tamanho, três diferenças separam os dois. Na revista, quase metade das autorias é do Sul. No congresso, a maior região é o Nordeste. A revista publica mais trabalhos de um único autor, e o congresso publica mais trabalhos de dois autores. Por fim, a revista tem mais trabalhos que medem desempenho, e o congresso tem mais trabalhos que se situam.
Quem publica
O tamanho de cada acervo
Números absolutos, e não porcentagens: este é o único painel da seção em que o assunto é o tamanho. A média de autores por trabalho aparece na mesma escala das contagens e, por isso, quase não se vê no gráfico. Ela está na tabela de dados.
- Trabalhos
- Pesquisadores
- Autorias
- Instituições
- Autores por trabalho
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Medida | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Trabalhos | 437 | 1.837 |
| Pesquisadores | 702 | 2.404 |
| Autorias | 1.022 | 4.464 |
| Instituições | 109 | 159 |
| Autores por trabalho | 2,34 | 2,43 |
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O congresso publica cerca de quatro vezes o número de trabalhos da revista e reúne pouco mais de três vezes o número de pessoas. Isso é esperado na comparação entre um evento que acontece a cada dois anos, com sessões simultâneas, e uma revista com avaliação por pares e três números por ano.
A relação entre pesquisadores e trabalhos é parecida nos dois, perto de um e meio. A média de autores por trabalho também é parecida: 2,34 na revista e 2,43 no congresso. Isto significa que os dois acervos reúnem pessoas da mesma forma. O que muda é quantas vezes por ano cada um publica.
São 109 instituições na revista e 159 no congresso. A diferença é menor do que a de trabalhos: o congresso reúne mais instituições, mas não na mesma proporção.
Autorias por região
Porcentagem das autorias brasileiras de cada acervo, por região. Cada autoria é a assinatura de uma pessoa em um trabalho. As autorias estrangeiras foram excluídas dos dois acervos, para comparar só o que os dois medem da mesma forma.
- Sudeste
- Sul
- Nordeste
- Centro-Oeste
- Norte
- InfoDesign
- CIDI
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| Região | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Sudeste | 26,9% | 32,9% |
| Sul | 48,3% | 26% |
| Nordeste | 18,9% | 34,2% |
| Centro-Oeste | 4,8% | 6,4% |
| Norte | 1,2% | 0,4% |
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Este é o painel em que os dois acervos mais se diferenciam, e a ordem das regiões quase se inverte.
Na revista, o Sul tem perto de metade das autorias brasileiras, e o Nordeste tem menos de um quinto. No congresso, a ordem se inverte: o Nordeste é a maior região, e o Sul fica atrás do Sudeste.
Os dados das duas plataformas mostram dois fatos. No congresso, a UFPE, de Recife, é a instituição com mais autorias. Ela aparece nas sete edições de 2013 a 2025, que são as que têm a instituição dos autores na base do CIDI, também nas que aconteceram fora do Nordeste. Na revista, o Sul passou à frente do Sudeste em 2011 e ficou à frente na maior parte dos anos seguintes.
Os dados não dizem por que as distribuições são diferentes. Duas explicações são possíveis. A primeira é a origem do CIDI: o congresso começou em Recife, em 2003, organizado pelo grupo da UFPE que trabalhou pela fundação da SBDI. A segunda é o rodízio da cidade-sede, que pode atrair mais autores da região de cada edição. O Nordeste teve as maiores parcelas do congresso nas edições de Natal, em 2017, e de Caruaru, em 2023. Na edição de Recife, em 2013, a parcela do Nordeste foi de um quarto, abaixo da maior parte das outras edições.
Por isso, uma análise do campo precisa considerar as duas distribuições, porque a revista e o congresso reúnem autores de regiões diferentes.
O tamanho da equipe
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo, pelo número de autores. A última faixa reúne os trabalhos com cinco autores ou mais.
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5 ou mais
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Autores por trabalho | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| 1 | 26,1% | 18,2% |
| 2 | 40,3% | 46,1% |
| 3 | 18,5% | 20,2% |
| 4 | 7,6% | 8,9% |
| 5 ou mais | 7,6% | 6,6% |
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A revista publica, em proporção, uma vez e meia mais trabalhos de um único autor do que o congresso: um em cada quatro, contra um em cada seis.
No congresso, os trabalhos de dois autores são quase metade do total. A partir de três autores, as duas distribuições ficam muito próximas. Isto significa que a diferença está toda entre escrever sozinho e escrever em dupla.
Uma explicação possível é o tipo de texto. O ensaio teórico e a revisão, que a revista publica, são escritos por uma só pessoa com mais frequência.
Quantas vezes cada pessoa publica
Porcentagem dos pesquisadores de cada acervo, pelo número de trabalhos que assinaram. A última faixa reúne quem assinou quatro trabalhos ou mais.
- 1
- 2
- 3
- 4 ou mais
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Trabalhos por pesquisador | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| 1 | 80,9% | 72,9% |
| 2 | 10,8% | 14,1% |
| 3 | 3,7% | 4,7% |
| 4 ou mais | 4,6% | 8,2% |
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Nos dois acervos, a maioria das pessoas publica uma vez só: oito em cada dez na revista e sete em cada dez no congresso.
A diferença é pequena e vai na direção esperada. No congresso, um pouco mais de pessoas voltam a publicar, e há quase o dobro de pessoas com quatro trabalhos ou mais. Voltar a apresentar num evento a cada dois anos exige menos do que passar de novo pela avaliação por pares de uma revista.
Juntos, os dois números mostram que quem publica muitas vezes é minoria nos dois acervos. Muitas pessoas publicam uma vez, e poucas publicam muitas vezes. As duas plataformas mostram o mesmo.
Quem mais publica em cada acervo
À esquerda, as 25 pessoas que mais assinam trabalhos na revista. À direita, as 25 que mais assinam no congresso. Uma linha liga o mesmo nome nas duas colunas. A inclinação da linha mostra em qual dos dois a pessoa está em posição mais alta.
ver os dados
| Pesquisador | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Stephania Padovani | 25 Trabalhos | 33 Trabalhos |
| Carla Galvão Spinillo | 17 Trabalhos | 60 Trabalhos |
| Solange Galvão Coutinho | 17 Trabalhos | 67 Trabalhos |
| Berenice Santos Gonçalves | 10 Trabalhos | 33 Trabalhos |
| Kelli C.A.S. Smythe | 10 Trabalhos | 17 Trabalhos |
| Vania Ribas Ulbricht | 10 Trabalhos | 20 Trabalhos |
| Eva Rolim Miranda | 9 Trabalhos | 21 Trabalhos |
| Virgínia Tiradentes Souto | 9 Trabalhos | 21 Trabalhos |
| Vanessa Casarin | 8 Trabalhos | — |
| Hans da Nóbrega Waechter | 7 Trabalhos | 30 Trabalhos |
| Juliana Bueno | 7 Trabalhos | 26 Trabalhos |
| Priscila Lena Farias | 7 Trabalhos | 30 Trabalhos |
| Luciane Maria Fadel | 6 Trabalhos | — |
| Edna Lucia Cunha Lima | 5 Trabalhos | 25 Trabalhos |
| Eugenio Merino | 5 Trabalhos | — |
| Fabiano de Vargas Scherer | 5 Trabalhos | — |
| Júlia Rabetti Giannella | 5 Trabalhos | — |
| Marcos Namba Beccari | 5 Trabalhos | — |
| Tiago Barros Pontes e Silva | 5 Trabalhos | 28 Trabalhos |
| André Luiz Battaiola | 4 Trabalhos | — |
| Anna Paula Silva Gouveia | 4 Trabalhos | — |
| Bruno Serviliano Farias | 4 Trabalhos | — |
| Claudia Mara Scudelari de Macedo | 4 Trabalhos | — |
| Doris Kosminsky | 4 Trabalhos | 21 Trabalhos |
| Giselle Schmidt Alves Díaz Merino | 4 Trabalhos | — |
No topo do congresso e sem trabalho nesta base
- Renata Garcia Wanderley 15
- Fernanda Henriques 12
- André M. M. Neves 11
- Luiz Fernando Gonçalves de Figueiredo 10
- Heliana Soneghet Pacheco 10
- Ana Beatriz Pereira de Andrade 9
- Marcos Buccini 9
- Bianca Maria Rêgo Martins 9
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14 nomes estão entre os que mais publicam nos dois acervos. Solange Coutinho e Carla Spinillo ocupam as duas primeiras posições do congresso, com 67 e 60 trabalhos, e assinam 17 cada uma na revista. Stephania Padovani ocupa a primeira posição da revista, com 25 trabalhos, e aparece em 4º lugar no congresso.
O gráfico compara a posição de cada nome nas duas colunas. A linha que sobe da esquerda para a direita indica uma pessoa em posição mais alta no congresso e aparece destacada na cor da revista. As outras linhas ficam em cinza. Nenhum dos nomes mais frequentes assina mais trabalhos na revista do que no congresso. A explicação está no tamanho dos dois acervos: o congresso publica cerca de quatro vezes o número de trabalhos da revista.
Um nome fica sem linha quando não chega ao topo da outra lista. Assim, 10 nomes do congresso assinam na revista abaixo da 25ª posição, e 4 nomes da revista assinam no congresso abaixo da mesma posição. Outros 7 nomes da revista aparecem com o nome em cinza e sem linha, porque não estão na lista publicada pelo congresso.
Essa lista traz as 60 pessoas que mais assinam no congresso, e a comparação se limita a ela. Foram encontradas 49 pessoas nos dois acervos. O número real pode ser maior, porque quem publica pouco nos dois lugares não aparece na lista publicada.
Sobre quais assuntos
As palavras-chave dos dois acervos
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo que usam cada palavra-chave, entre as que aparecem nos dois. A revista tem 1.316 palavras-chave diferentes, e o congresso tem 3.095. A comparação usa as 320 mais frequentes do congresso, que são as que o resumo de dados dele publica, e encontra 178 em comum.
- design da informação
- design
- tipografia
- memória gráfica
- design gráfico
- educação
- informação
- visualização de dados
- information design
- metodologia
- usabilidade
- infografia
- design editorial
- acessibilidade
- comunicação
- interface
- linguagem gráfica
- ensino
- análise gráfica
- semiótica
- design de interação
- tecnologia
- saúde
- comunicação visual
- InfoDesign
- CIDI
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| Palavra-chave | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| design da informação | 12,4% | 13,8% |
| design | 10,1% | 13,6% |
| tipografia | 3,4% | 7,1% |
| memória gráfica | 1,4% | 4,8% |
| design gráfico | 2,7% | 4% |
| educação | 1,4% | 3,9% |
| informação | 0,9% | 3,3% |
| visualização de dados | 3,9% | 1,9% |
| information design | 10,1% | 0,3% |
| metodologia | 1,8% | 2,2% |
| usabilidade | 2,1% | 2,1% |
| infografia | 2,5% | 2% |
| design editorial | 0,9% | 2,3% |
| acessibilidade | 3,2% | 1,7% |
| comunicação | 0,7% | 2,3% |
| interface | 1,8% | 1,9% |
| linguagem gráfica | 2,3% | 1,7% |
| ensino | 1,6% | 1,4% |
| análise gráfica | 1,4% | 1,4% |
| semiótica | 0,7% | 1,5% |
| design de interação | 1,1% | 1,4% |
| tecnologia | 0,5% | 1,5% |
| saúde | 1,4% | 1,2% |
| comunicação visual | 1,6% | 1,1% |
ler a análise
As duas primeiras palavras-chave são as mesmas e estão na mesma ordem: design da informação e design. A partir da terceira, as listas se separam.
Tipografia e memória gráfica são bem mais frequentes no congresso. A revista concentra palavras-chave de visualização de dados e de acessibilidade, além da forma em inglês information design.
A comparação tem um limite. O resumo de dados do congresso publica só as 320 palavras-chave mais frequentes dele, e as palavras em comum são contadas a partir dessa lista. Por isso, os 178 termos em comum são o mínimo que os dois acervos compartilham, e não a medida de todo o vocabulário.
Os conceitos no texto completo
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo em cujo texto completo o conceito aparece. A medida indica presença no texto, e não uma palavra-chave escolhida pelos autores: um trabalho pode falar de tipografia sem escolhê-la como palavra-chave.
- design da informação
- educação
- interface
- tipografia
- inclusão
- design gráfico
- usabilidade
- ergonomia
- saúde
- ilustração
- gênero
- comunicação visual
- acessibilidade
- sinalização
- infografia
- participação
- visualização de dados
- sustentabilidade
- pandemia
- embalagem
- inteligência artificial
- desinformação
- decolonial
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Conceito | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| design da informação | 97,5% | 57,7% |
| educação | 68% | 48,6% |
| interface | 49,9% | 34,8% |
| tipografia | 49,2% | 39,6% |
| inclusão | 46,5% | 40,4% |
| design gráfico | 43,2% | 40,4% |
| usabilidade | 35,2% | 27% |
| ergonomia | 33,4% | 17,9% |
| saúde | 33,4% | 21,1% |
| ilustração | 28,4% | 26,3% |
| gênero | 26,1% | 17,4% |
| comunicação visual | 25,2% | 20,2% |
| acessibilidade | 23,1% | 15,1% |
| sinalização | 21,1% | 11,5% |
| infografia | 15,3% | 7,9% |
| participação | 14,6% | 33,1% |
| visualização de dados | 13,5% | 7,2% |
| sustentabilidade | 9,4% | 6,6% |
| pandemia | 8,2% | 4,5% |
| embalagem | 7,6% | 7,5% |
| inteligência artificial | 6,9% | 4,1% |
| desinformação | 3,2% | 1,4% |
| decolonial | 0,2% | 0,8% |
ler a análise
A busca no texto completo encontra o nome do campo em quase todos os trabalhos da revista e em pouco mais da metade dos trabalhos do congresso. A diferença vem, em parte, do tipo de texto. O artigo de revista se apresenta pelo campo a que pertence, e o trabalho de congresso já é apresentado dentro dele. O número do congresso diminuiu quando o Observatório do CIDI retirou do texto pesquisado a página de rosto da editora, que trazia o nome da sociedade na primeira página de cada trabalho.
A diferença aparece de novo nos conceitos do meio da lista. Educação aparece em dois terços dos trabalhos da revista e em metade dos trabalhos do congresso. Interface tem cerca de quinze pontos percentuais de diferença, no mesmo sentido. A revista menciona com mais frequência quase todos os conceitos da lista. Só participação e decolonial aparecem mais no congresso.
A presença no texto não indica o assunto do trabalho: um artigo que cita tipografia de passagem também entra na conta. A medida serve para comparar dois acervos com a mesma regra, e não para dizer de que trata cada trabalho.
Os dois acervos nos campos do OpenAlex
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo em cada grande campo do OpenAlex, uma base pública que reúne a produção científica mundial. No OpenAlex, quem classifica os trabalhos é um programa de computador, com a mesma classificação para os dois acervos. Ele não tem uma categoria para o design da informação e distribui o campo entre as áreas que já tem.
- Social Sciences
- Arts and Humanities
- Computer Science
- Decision Sciences
- Engineering
- Psychology
- Business, Management and Accounting
- Health Professions
- Environmental Science
- Economics, Econometrics and Finance
- Medicine
- Neuroscience
- Agricultural and Biological Sciences
- Earth and Planetary Sciences
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Campo | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Social Sciences | 43% | 43,7% |
| Arts and Humanities | 15,6% | 19,5% |
| Computer Science | 17,8% | 12,6% |
| Decision Sciences | 5,3% | 6,4% |
| Engineering | 5,3% | 5,1% |
| Psychology | 3,2% | 3,3% |
| Business, Management and Accounting | 2,5% | 3,3% |
| Health Professions | 2,1% | 1,6% |
| Environmental Science | 1,8% | 1,6% |
| Economics, Econometrics and Finance | 1,1% | 0,8% |
| Medicine | 1,1% | 0,7% |
| Neuroscience | 0,7% | 0,5% |
| Agricultural and Biological Sciences | 0,2% | 0,6% |
| Earth and Planetary Sciences | 0,2% | 0% |
ler a análise
Ciências sociais é o primeiro campo nos dois acervos, com a mesma porcentagem. A classificação do OpenAlex coloca nesse campo quase tudo o que trata de comunicação.
A diferença está no segundo lugar. No congresso, é artes e humanidades. Na revista, é computação. A diferença é de quatro a cinco pontos percentuais em cada sentido. É a mesma divisão que as palavras-chave mostram, agora vista por um programa que não reconhece o design da informação.
Este painel serve para comparação, e não para descrever o campo. O campo não se reconhece nessa divisão. O painel mostra como os trabalhos aparecem para quem procura por área numa base internacional.
Os tópicos do OpenAlex nos dois acervos
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo em cada tópico do OpenAlex. O tópico é uma categoria mais detalhada do que o campo. Cada ponto é um tópico. Um ponto sobre a linha tem a mesma porcentagem nos dois acervos. Quanto mais longe da linha, maior a diferença, a favor do acervo para cujo eixo o ponto se afasta.
ver os dados
| Tópico | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Education and Digital Technologies | 33,5% | 21,5% |
| Urban and sociocultural dynamics | 0% | 8,1% |
| Cultural, Media, and Literary Studies | 1,3% | 7,1% |
| Data Visualization and Analytics | 4,7% | 0% |
| Information Architecture and Usability | 9,1% | 4,5% |
| Literature, Culture, and Criticism | 0% | 2,4% |
| Business and Management Studies | 5,3% | 7,6% |
| Academic Research in Diverse Fields | 1,3% | 3,2% |
| Information Science and Libraries | 4,1% | 5,5% |
| Design Education and Practice | 2,8% | 1,6% |
| Linguistics and Education Research | 3,8% | 4,8% |
| Digital Games and Media | 2,2% | 1,5% |
| Linguistics and Language Studies | 2,2% | 1,5% |
| Public Spaces through Art | 3,4% | 3,9% |
| Multimedia Communication and Technology | 1,9% | 2,1% |
| Innovative Human-Technology Interaction | 1,9% | 1,9% |
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Este é o painel com mais pontos longe da linha diagonal. É onde a diferença entre os dois acervos fica mais clara.
Educação e tecnologias digitais é o maior tópico nos dois acervos. Na revista, ele reúne um terço dos trabalhos, contra um quinto no congresso. Arquitetura da informação e usabilidade também tem o dobro do peso na revista. Negócios e gestão e ciência da informação são mais frequentes no congresso.
A comparação com a diagonal responde a uma pergunta que a barra não responde: em que os dois acervos se diferenciam, e não quanto cada um tem. Um tópico sobre a linha aparece na mesma proporção nos dois acervos, seja ele grande ou pequeno.
O que se cita
Os autores mais citados nos dois acervos
Os quarenta autores mais citados em cada acervo, comparados. A lista da revista vem das referências extraídas dos PDFs dos trabalhos. A do congresso vem do resumo de dados do Observatório do CIDI. Os nomes são comparados pelo sobrenome e pela inicial do nome, porque os dois acervos abreviam os nomes de formas diferentes.
Citados nos dois 25
Só na revista 12
Só no congresso 15
- Aragão, I.
- Dondis, D.
- Barthes, R.
- Bringhurst, R.
- Arnheim, R.
- Niemeyer, L.
- Portugal, C.
- Manzini, E.
- Filatro, A.
- Jacobson, R.
- Meggs, P.
- Finizola, F.
- Deleuze, G.
- Wright, P.
- MacHado, A.
ler a análise
Vinte e cinco nomes estão entre os mais citados nos dois acervos. Isto significa que o campo tem um conjunto de autores de referência, e que esse conjunto é o mesmo nos dois lugares. Twyman, Nielsen, Pettersson, Frascara, Lupton e Bonsiepe estão no começo das duas listas.
Os autores citados só na revista estão mais ligados à psicologia cognitiva e à visualização: Mayer, Tufte, Wogalter, Engelhardt, Bertin. Os citados só no congresso estão mais ligados à tipografia e à memória gráfica: Bringhurst, Dondis, Finizola.
É a mesma divisão que aparece nas palavras-chave e nos tópicos, agora vista pelas referências. Os dois acervos citam os mesmos autores fundadores e se diferenciam nos autores seguintes.
A idade das obras citadas
Porcentagem das referências de cada acervo, pela década da obra citada. Entram só as referências em que o ano da obra foi identificado. A série começa em 1960.
- 1960
- 1970
- 1980
- 1990
- 2000
- 2010
- 2020
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Década | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| 1960 | 1,1% | 1% |
| 1970 | 2,7% | 2,6% |
| 1980 | 4,7% | 4,8% |
| 1990 | 12,9% | 14,1% |
| 2000 | 33,5% | 37,1% |
| 2010 | 37,4% | 34,3% |
| 2020 | 7,8% | 6,2% |
ler a análise
As duas linhas têm quase a mesma forma. Isto significa que os dois acervos citam obras de idades parecidas.
A diferença vai de menos de meio ponto a quatro pontos percentuais por década. As obras anteriores a 2000 têm quase o mesmo peso nos dois: 21,4% na revista e 22,5% no congresso. As décadas com a maior diferença são a de 2000, mais citada pelo congresso, e a de 2010, mais citada pela revista. Como as duas linhas são próximas, a explicação pelo tipo de publicação, que esta seção dava antes, deixou de valer.
A década de 2020 aparece baixa nos dois acervos porque ainda não terminou, e uma obra de 2024 ainda não teve tempo de ser citada.
O que a pesquisa faz
As mesmas duas perguntas, nos dois acervos
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo em cada categoria dos dois eixos da seção Medir e situar. As duas plataformas usaram as mesmas categorias, e por isso os valores podem ser comparados.
- Mede desempenho
- Não mede desempenho
- Território como posição
- Território como objeto
- Não se situa
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Categoria | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Mede desempenho | 37,5% | 26,6% |
| Não mede desempenho | 62,5% | 73,4% |
| Território como posição | 5,9% | 7,6% |
| Território como objeto | 30,2% | 35,6% |
| Não se situa | 63,8% | 56,8% |
ler a análise
Este painel só é possível porque as duas plataformas classificaram os trabalhos com as mesmas categorias e com critérios que têm regras em comum. Sem isso, a comparação mostraria a diferença entre dois modos de classificar, e não entre dois acervos.
A revista tem mais trabalhos que medem desempenho: pouco menos de dois em cada cinco, contra pouco mais de um em cada quatro no congresso. O congresso tem mais trabalhos que se situam: quase metade do que ele publica trata o território como objeto ou como posição, contra pouco menos de dois quintos na revista.
Isso indica que a diferença vem mais do tipo de publicação do que dos temas. O trabalho que mede desempenho precisa de um resultado concluído, e esse resultado cabe melhor num artigo avaliado por pares. O trabalho que se situa costuma abrir uma questão, e uma questão aberta circula bem num congresso.
Isso importa para quem usa só uma das duas plataformas. Nenhuma delas mostra o campo inteiro. Juntas, elas mostram que a diferença entre os dois acervos está no tipo de trabalho que cada um recebe.
O que o trabalho se propõe a fazer
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo pelo objetivo principal, com as categorias da seção Objetivos e métodos. Cada trabalho entra com um único objetivo, e por isso cada coluna soma perto de 100%.
- Descrever
- Propor método
- Conceituar
- Avaliar
- Revisar
- Relatar experiência
- Propor artefato
- Comparar
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Objetivo | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Descrever | 23,6% | 30,6% |
| Propor método | 16,5% | 11,8% |
| Conceituar | 15,8% | 15,6% |
| Avaliar | 13,3% | 11,2% |
| Revisar | 8,7% | 4,6% |
| Relatar experiência | 8% | 7,3% |
| Propor artefato | 7,8% | 14,4% |
| Comparar | 4,1% | 4,5% |
ler a análise
Descrever é o objetivo mais comum nos dois acervos, e é mais comum no congresso: quase um terço do que ele publica, contra pouco menos de um quarto na revista.
A revista tem mais trabalhos que propõem método e que revisam a literatura. O congresso tem mais trabalhos que descrevem e que propõem um artefato. Nos outros objetivos, as porcentagens dos dois acervos ficam próximas.
Quando cada um diz o que o campo é
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo que apresentam uma definição de design da informação. As outras barras mostram o enfoque das definições, entre os trabalhos que definem o campo. As duas plataformas usaram as mesmas categorias.
- Trabalhos que definem o campo
- Projetual
- Funcional
- Disciplinar
- Cognitiva
- Sociotécnica
- Crítica
- InfoDesign
- CIDI
ver os dados
| Enfoque | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Trabalhos que definem o campo | 10,3% | 3,5% |
| Projetual | 36,5% | 34,4% |
| Funcional | 31,8% | 28,1% |
| Disciplinar | 15,3% | 20,3% |
| Cognitiva | 7,1% | 12,5% |
| Sociotécnica | 8,2% | 3,1% |
| Crítica | 1,2% | 1,6% |
ler a análise
A revista define o campo com mais do dobro da frequência do congresso: um em cada dez trabalhos, contra cerca de um em cada vinte e nove.
Em números absolutos, o congresso tem mais definições, 64 contra 45, mas isso vem só do tamanho do acervo. Em proporção, a diferença é grande e confirma o que o resto da seção já indicava: é no texto longo, avaliado por pares, que os autores param para dizer o que o campo é.
Entre os trabalhos que definem o campo, o enfoque projetual é o primeiro nos dois acervos, com quase a mesma porcentagem. A revista tem mais definições funcionais, e o congresso tem mais definições disciplinares. As duas diferenças são de quatro e de cinco pontos percentuais. O campo define pouco, e quando define, define de modo parecido nos dois lugares.
A língua em que se publica
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo em cada língua, no período inteiro de cada um.
- Português
- Inglês
- Espanhol
- InfoDesign
- CIDI
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| Idioma | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Português | 76,9% | 95,4% |
| Inglês | 21,1% | 4,5% |
| Espanhol | 2,1% | 0,2% |
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Os dois publicam principalmente em português, e a revista publica bem mais em inglês.
A diferença vem de decisões editoriais com data. A revista passou a publicar números temáticos com trabalhos em inglês a partir de 2019. Em 2024, ela foi aceita na Scopus, uma base internacional de revistas científicas. Em 2025, passou a aceitar submissões só em inglês. O congresso não fez essa mudança e continua a ser o lugar onde o campo publica em português.
Isso tem uma consequência para quem procura o campo de fora do Brasil. Quem busca em inglês encontra a revista dos últimos anos, que é só uma parte do que o campo produz.
O método
De onde vêm os números de cada acervo
Os números da revista vêm desta base. Os do congresso vêm do resumo de dados publicado pelo Observatório do CIDI, copiado no momento em que esta plataforma gera os seus dados. Nenhum registro de trabalho do congresso entra aqui. Esta plataforma recebe só algumas dezenas de números, que são os mostrados nesta seção.
A comparação existe nas duas plataformas. O Observatório do CIDI tem uma seção equivalente a esta, feita com o resumo de dados desta plataforma. Por isso, as duas mostram os mesmos pares de números a partir de bases diferentes. Quando os dados de uma das bases são gerados de novo, os da outra também precisam ser gerados. Sem isso, uma das seções passa a comparar com um número que já não existe.
Três classificações são comparadas: Medir e situar, Objetivos e métodos, e Como o campo se define. Nas três, um modelo de inteligência artificial usou as mesmas categorias nos dois acervos. Os critérios das duas plataformas têm regras em comum, e cada uma acrescentou regras para casos do seu acervo. Os da revista, por exemplo, tratam das seções próprias dela, como resenha e entrevista. Isto significa que as categorias são as mesmas, mas os critérios não são idênticos. Os critérios estão publicados nas duas plataformas, em Procedimentos. As outras medidas são contagens e, por isso, não dependem de interpretação.
Os períodos são diferentes, e não há como igualá-los: a revista vai de 2004 a 2026, e a série do congresso vai de 2003 a 2025, em doze edições. Por isso, toda comparação aqui considera cada acervo inteiro, e não os mesmos anos nos dois.