A InfoDesign e o CIDI
A InfoDesign e o CIDI são as duas metades do mesmo campo. A revista publica em fluxo contínuo desde 2004, e o congresso reúne a área a cada dois anos desde 2005, na série que este observatório alcança. Cada um tem a sua plataforma, e esta seção põe as duas lado a lado. Os números do congresso são lidos do agregado do Observatório do CIDI, e nada além do que aparece aqui atravessa. Toda medida vem em proporção do acervo de cada um, porque o congresso publica mais de três vezes o que a revista publica, e comparar contagem diria só isso.
A revista traz 437 trabalhos em vinte e dois anos, e o congresso 1.776 em onze edições. Além do tamanho, três diferenças os separam. A revista é do Sul, com quase metade das autorias, e o congresso é do Nordeste. A revista publica mais trabalho de autor só, e o congresso é o lugar da dupla. Por fim, a revista mede desempenho com mais frequência, e o congresso se situa mais.
Quem publica
O porte de cada acervo
Contagem absoluta, e não proporção: é o único painel da seção em que o tamanho é o assunto. A média de autores por trabalho aparece na mesma escala das contagens e por isso quase não se vê; ela está na tabela de dados.
- Trabalhos
- Pesquisadores
- Autorias
- Instituições
- Autores por trabalho
- InfoDesign
- CIDI
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| Medida | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Trabalhos | 437 | 1.776 |
| Pesquisadores | 702 | 2.355 |
| Autorias | 1.022 | 4.358 |
| Instituições | 109 | 159 |
| Autores por trabalho | 2,34 | 2,45 |
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O congresso publica quatro vezes o que a revista publica, e reúne pouco mais de três vezes mais gente. Assim, é o que se espera de um evento bienal com sessões paralelas comparado a um periódico com avaliação por pares e três números por ano.
A razão entre pesquisadores e trabalhos é parecida nos dois, perto de um e meio, e a média de autores por trabalho também: 2,34 na revista e 2,45 no congresso. Os dois acervos reúnem gente do mesmo jeito. No entanto, muda quantas vezes por ano cada um publica.
As instituições são 109 na revista e 159 no congresso, e a diferença é menor do que a de trabalhos. O congresso alcança mais instituições, e não proporcionalmente mais. Nesse sentido, as duas plataformas veem o mesmo conjunto de programas de pós-graduação.
Duas geografias diferentes
Percentual das autorias brasileiras de cada acervo em cada região. As autorias estrangeiras foram excluídas dos dois lados, de modo a comparar só o que os dois acervos medem igual.
- Sudeste
- Sul
- Nordeste
- Centro-Oeste
- Norte
- InfoDesign
- CIDI
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| Região | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Sudeste | 26,9% | 32,9% |
| Sul | 48,3% | 26% |
| Nordeste | 18,9% | 34,2% |
| Centro-Oeste | 4,8% | 6,4% |
| Norte | 1,2% | 0,4% |
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Este é o painel que mais separa os dois acervos, e a separação é quase um espelho.
Na revista, o Sul responde por perto de metade das autorias brasileiras, e o Nordeste por menos de um quinto. Por outro lado, no congresso a ordem se inverte, e o Nordeste passa a ser a maior região, com o Sul atrás do Sudeste.
A explicação está na origem de cada um. O CIDI nasceu em Recife, em 2003, no grupo da UFPE que fundou a SBDI, e o congresso continua sendo o lugar onde esse grupo se reúne. Entretanto, a revista se deslocou. Os programas catarinenses e paranaenses passaram a publicar em volume a partir de 2013, e o eixo dela seguiu para o Sul.
Ler uma das duas geografias como a do campo seria errar por metade. O campo tem as duas, e cada plataforma vê a que a sua porta atrai.
O tamanho da equipe
Percentual dos trabalhos de cada acervo por número de autores. A última faixa reúne cinco ou mais.
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5 ou mais
- InfoDesign
- CIDI
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| Autores por trabalho | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| 1 | 26,1% | 16,9% |
| 2 | 40,3% | 46,9% |
| 3 | 18,5% | 20,4% |
| 4 | 7,6% | 9,1% |
| 5 ou mais | 7,6% | 6,8% |
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A revista publica uma vez e meia o trabalho de autor só do congresso: um em cada quatro, contra um em cada seis.
O congresso é o lugar da dupla, que responde por quase metade do que ele publica. Da terceira faixa em diante as duas curvas quase se encostam, o que quer dizer que a diferença está toda no começo: entre escrever sozinho e escrever a dois.
Nesse sentido, uma leitura possível é de gênero de texto. O ensaio teórico e a revisão, que a revista acolhe, se escrevem sozinho com mais frequência; a comunicação de congresso costuma sair de projeto com orientação, e projeto com orientação tem no mínimo duas assinaturas.
Quem volta
Percentual dos pesquisadores de cada acervo por número de trabalhos assinados. A última faixa reúne quatro ou mais.
- 1
- 2
- 3
- 4 ou mais
- InfoDesign
- CIDI
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| Trabalhos por pesquisador | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| 1 | 80,9% | 72,8% |
| 2 | 10,8% | 14,3% |
| 3 | 3,7% | 4,7% |
| 4 ou mais | 4,6% | 8,2% |
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Os dois acervos são de passagem: oito em cada dez publicam uma vez só na revista, e sete em cada dez no congresso.
Contudo, a diferença é de grau, e vai na direção esperada. O congresso retém um pouco mais, e tem quase o dobro de gente na faixa de quatro trabalhos ou mais. Entrar de novo num evento bienal custa menos do que passar de novo por avaliação por pares.
Os dois números dizem juntos que a autoria recorrente é minoria nos dois acervos. O campo é atravessado por muita gente uma vez, e sustentado por pouca gente muitas vezes; nenhuma das duas plataformas contraria isso.
Os que mais assinam em cada acervo
Os 25 que mais assinam na revista, à esquerda, e os 25 que mais assinam no congresso, à direita. A linha une o mesmo nome nas duas colunas, e a inclinação dela diz onde a pessoa ocupa posição mais alta.
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| Pesquisador | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Stephania Padovani | 25 Trabalhos | 32 Trabalhos |
| Carla Galvão Spinillo | 17 Trabalhos | 59 Trabalhos |
| Solange Galvão Coutinho | 17 Trabalhos | 66 Trabalhos |
| Berenice Santos Gonçalves | 10 Trabalhos | 33 Trabalhos |
| Kelli C.A.S. Smythe | 10 Trabalhos | 17 Trabalhos |
| Vania Ribas Ulbricht | 10 Trabalhos | 18 Trabalhos |
| Eva Rolim Miranda | 9 Trabalhos | 17 Trabalhos |
| Virgínia Tiradentes Souto | 9 Trabalhos | 21 Trabalhos |
| Vanessa Casarin | 8 Trabalhos | — |
| Hans da Nóbrega Waechter | 7 Trabalhos | 30 Trabalhos |
| Juliana Bueno | 7 Trabalhos | 26 Trabalhos |
| Priscila Lena Farias | 7 Trabalhos | 29 Trabalhos |
| Luciane Maria Fadel | 6 Trabalhos | — |
| Edna Lucia Cunha Lima | 5 Trabalhos | 24 Trabalhos |
| Eugenio Merino | 5 Trabalhos | — |
| Fabiano de Vargas Scherer | 5 Trabalhos | — |
| Júlia Rabetti Giannella | 5 Trabalhos | — |
| Marcos Namba Beccari | 5 Trabalhos | — |
| Tiago Barros Pontes e Silva | 5 Trabalhos | 27 Trabalhos |
| André Luiz Battaiola | 4 Trabalhos | — |
| Anna Paula Silva Gouveia | 4 Trabalhos | — |
| Bruno Serviliano Farias | 4 Trabalhos | — |
| Claudia Mara Scudelari de Macedo | 4 Trabalhos | — |
| Doris Kosminsky | 4 Trabalhos | 20 Trabalhos |
| Giselle Schmidt Alves Díaz Merino | 4 Trabalhos | — |
No topo do congresso e sem trabalho nesta base
- Renata Garcia Wanderley 13
- Fernanda Henriques 12
- André M. M. Neves 11
- Heliana Soneghet Pacheco 10
- Ana Beatriz Pereira de Andrade 9
- Luiz Fernando Gonçalves de Figueiredo 9
- Bianca Maria Rêgo Martins 9
- Marcos Buccini 8
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Catorze nomes estão no topo dos dois acervos. Solange Coutinho e Carla Spinillo abrem a coluna do congresso, com 65 e 58 trabalhos, e assinam 17 cada uma na revista. Stephania Padovani abre a coluna da revista, com 25 trabalhos, e aparece em quarto lugar no congresso, que é a menor distância entre as duas listas.
Compara-se aqui o lugar de cada nome nas duas colunas. A linha que sobe da esquerda para a direita pertence a quem ocupa posição mais alta no congresso, e vem no tom dele; a que desce faz o caminho contrário. Nenhum nome do topo assina mais na revista do que no congresso, e explica-se isso pelo tamanho dos dois acervos, porque o congresso publica mais de três vezes o que a revista publica.
Um nome fica sem linha quando não alcança o topo do outro acervo. Assim, 11 nomes do congresso assinam na revista abaixo da vigésima quinta posição, e 4 nomes da revista assinam no congresso abaixo da mesma posição. Outros 7 nomes da revista saem em cinza, porque não aparecem na lista que o congresso publica.
Essa lista traz os 60 que mais assinam no congresso, e é a ela que a comparação se limita. Foram encontradas 49 pessoas nos dois acervos, e o número verdadeiro pode ser maior, porque quem assina pouco dos dois lados fica fora da lista publicada.
Sobre o que se fala
Os descritores que os dois declaram
Percentual dos trabalhos de cada acervo que declaram cada descritor, entre os que aparecem nos dois. A revista declara 1.316 descritores distintos e o congresso 3.027; a comparação é feita sobre os 320 mais frequentes do congresso, que é o que o agregado dele publica, e encontra 176 em comum.
- design da informação
- design
- tipografia
- memória gráfica
- design gráfico
- educação
- informação
- visualização de dados
- information design
- metodologia
- design editorial
- infografia
- acessibilidade
- usabilidade
- comunicação
- interface
- linguagem gráfica
- ensino
- análise gráfica
- design de interação
- semiótica
- tecnologia
- comunicação visual
- experiência do usuário
- InfoDesign
- CIDI
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| Descritor | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| design da informação | 12,4% | 14,1% |
| design | 10,1% | 13,3% |
| tipografia | 3,4% | 7,2% |
| memória gráfica | 1,4% | 5% |
| design gráfico | 2,7% | 4,1% |
| educação | 1,4% | 3,7% |
| informação | 0,9% | 3,2% |
| visualização de dados | 3,9% | 2% |
| information design | 10,1% | 0,3% |
| metodologia | 1,8% | 2,3% |
| design editorial | 0,9% | 2,4% |
| infografia | 2,5% | 2% |
| acessibilidade | 3,2% | 1,7% |
| usabilidade | 2,1% | 2% |
| comunicação | 0,7% | 2,2% |
| interface | 1,8% | 1,9% |
| linguagem gráfica | 2,3% | 1,4% |
| ensino | 1,6% | 1,5% |
| análise gráfica | 1,4% | 1,4% |
| design de interação | 1,1% | 1,4% |
| semiótica | 0,7% | 1,5% |
| tecnologia | 0,5% | 1,5% |
| comunicação visual | 1,6% | 1,1% |
| experiência do usuário | 1,6% | 1,1% |
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Os dois primeiros são os mesmos e na mesma ordem, design da informação e design, e a partir do terceiro as listas se separam.
Tipografia e memória gráfica pesam bem mais no congresso: são os assuntos do grupo de Recife, que é onde o CIDI nasceu e onde ele continua se reunindo. Por outro lado, a revista concentra descritores de interface e de educação.
A comparação tem um limite que vale dizer: o agregado do congresso publica os 319 descritores mais frequentes dele, e a interseção é calculada contra esses. Os 166 termos comuns são um piso do que os dois compartilham, e não a medida do vocabulário inteiro.
Os conceitos no texto integral
Percentual dos trabalhos de cada acervo em cujo texto integral o conceito aparece. É medida de presença no corpo do texto, e não de descritor declarado pela autoria: um trabalho pode falar de tipografia sem a declarar como palavra-chave.
- design da informação
- educação
- interface
- tipografia
- inclusão
- design gráfico
- usabilidade
- ergonomia
- saúde
- ilustração
- gênero
- comunicação visual
- acessibilidade
- sinalização
- infografia
- participação
- visualização de dados
- sustentabilidade
- pandemia
- embalagem
- inteligência artificial
- desinformação
- decolonial
- InfoDesign
- CIDI
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| Conceito | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| design da informação | 97,5% | 58,3% |
| educação | 68% | 48,7% |
| interface | 49,9% | 35% |
| tipografia | 49,2% | 39,6% |
| inclusão | 46,5% | 40,7% |
| design gráfico | 43,2% | 40,9% |
| usabilidade | 35,2% | 27% |
| ergonomia | 33,4% | 17,7% |
| saúde | 33,4% | 21,3% |
| ilustração | 28,4% | 26% |
| gênero | 26,1% | 17,4% |
| comunicação visual | 25,2% | 20,3% |
| acessibilidade | 23,1% | 15,4% |
| sinalização | 21,1% | 11,3% |
| infografia | 15,3% | 8,1% |
| participação | 14,6% | 33,3% |
| visualização de dados | 13,5% | 7,4% |
| sustentabilidade | 9,4% | 6,9% |
| pandemia | 8,2% | 4,6% |
| embalagem | 7,6% | 7,5% |
| inteligência artificial | 6,9% | 4,2% |
| desinformação | 3,2% | 1,5% |
| decolonial | 0,2% | 0,8% |
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A varredura do texto integral acha o nome do campo em quase todo trabalho da revista e em pouco mais da metade dos do congresso. A distância é de gênero e de leitura: o artigo de periódico se apresenta pelo campo em que se inscreve, e a comunicação de congresso já está dentro dele. O número do congresso baixou quando o Observatório do CIDI tirou do texto indexado o rosto da editora, que trazia o nome da sociedade em cada primeira página.
Entretanto, ela mostra de novo a distância nos conceitos do meio da lista. Educação aparece em dois terços dos trabalhos da revista e em metade dos do congresso; interface tem meia dúzia de pontos de distância no mesmo sentido. A revista fala mais de sistema e de tela, e o congresso fala mais do artefato impresso.
Presença no texto não é assunto do trabalho: um artigo que cita tipografia de passagem entra na conta. A medida serve para comparar dois acervos com a mesma rubrica, e não para dizer sobre o que cada trabalho é.
Como um classificador de fora lê os dois
Percentual dos trabalhos de cada acervo em cada grande campo, na taxonomia do OpenAlex. A classificação é de fora, e é a mesma para os dois: ela não conhece design da informação e reparte o campo entre as áreas que conhece.
- Social Sciences
- Arts and Humanities
- Computer Science
- Decision Sciences
- Engineering
- Psychology
- Business, Management and Accounting
- Health Professions
- Environmental Science
- Economics, Econometrics and Finance
- Medicine
- Neuroscience
- Agricultural and Biological Sciences
- Earth and Planetary Sciences
- InfoDesign
- CIDI
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| Campo | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Social Sciences | 43% | 43,7% |
| Arts and Humanities | 15,6% | 19,5% |
| Computer Science | 17,8% | 12,6% |
| Decision Sciences | 5,3% | 6,4% |
| Engineering | 5,3% | 5,1% |
| Psychology | 3,2% | 3,3% |
| Business, Management and Accounting | 2,5% | 3,3% |
| Health Professions | 2,1% | 1,6% |
| Environmental Science | 1,8% | 1,6% |
| Economics, Econometrics and Finance | 1,1% | 0,8% |
| Medicine | 1,1% | 0,7% |
| Neuroscience | 0,7% | 0,5% |
| Agricultural and Biological Sciences | 0,2% | 0,6% |
| Earth and Planetary Sciences | 0,2% | 0% |
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Ciências sociais lidera nos dois, com a mesma fatia, e é o achado menos interessante: a taxonomia manda para lá quase tudo que fala de comunicação.
Por outro lado, a diferença está no segundo lugar. O congresso vai para artes e humanidades e a revista vai para computação, com quatro pontos de distância em cada sentido. É a mesma divisão que os descritores mostram, vista por um classificador que não sabe o que é design da informação.
Vale como aferição, e não como retrato. O campo não se reconhece nesta repartição, e ela serve justamente para mostrar como ele é lido de fora quando alguém procura por área.
Os tópicos que cada um concentra
Percentual dos trabalhos de cada acervo em cada tópico do OpenAlex, que é o nível abaixo do campo. Cada ponto é um tópico: sobre a linha, mesma proporção nos dois; longe dela, o acervo em cujo eixo o ponto avança.
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| Tópico | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Education and Digital Technologies | 33,5% | 21,5% |
| Urban and sociocultural dynamics | 0% | 8,1% |
| Cultural, Media, and Literary Studies | 1,3% | 7,1% |
| Data Visualization and Analytics | 4,7% | 0% |
| Information Architecture and Usability | 9,1% | 4,5% |
| Literature, Culture, and Criticism | 0% | 2,4% |
| Business and Management Studies | 5,3% | 7,6% |
| Academic Research in Diverse Fields | 1,3% | 3,2% |
| Information Science and Libraries | 4,1% | 5,5% |
| Design Education and Practice | 2,8% | 1,6% |
| Linguistics and Education Research | 3,8% | 4,8% |
| Digital Games and Media | 2,2% | 1,5% |
| Linguistics and Language Studies | 2,2% | 1,5% |
| Public Spaces through Art | 3,4% | 3,9% |
| Multimedia Communication and Technology | 1,9% | 2,1% |
| Innovative Human-Technology Interaction | 1,9% | 1,9% |
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Este é o painel que mais se afasta da diagonal, e é onde a diferença entre os dois acervos fica mais nítida.
Educação e tecnologias digitais é o maior tópico dos dois, e na revista ele responde por um terço dos trabalhos contra um quinto no congresso. Arquitetura da informação e usabilidade também pesa o dobro aqui. Por outro lado, negócios e gestão e ciência da informação avançam no congresso.
A leitura contra a diagonal responde a pergunta que a barra não responde: onde os dois se afastam, e não quanto cada um tem. Um tópico sobre a linha aparece na mesma proporção nos dois acervos, ainda que seja grande ou pequeno nas duas.
Em que o campo se apoia
O cânone dos dois
Os quarenta autores mais citados de cada acervo, cruzados. A lista da revista é extraída das listas de referências lidas dos PDFs, de modo a comparar o que cada acervo cita, e a do congresso é tomada do agregado do Observatório do CIDI. A chave de casamento é sobrenome mais inicial, porque os dois abreviam de formas diferentes.
Nos dois cânones 26
Só no da revista 11
Só no do congresso 14
- Aragão, I.
- Dondis, D.
- Bringhurst, R.
- Barthes, R.
- Portugal, C.
- Manzini, E.
- Arnheim, R.
- Niemeyer, L.
- Filatro, A.
- Meggs, P.
- Finizola, F.
- Jacobson, R.
- Lima, R.
- Deleuze, G.
ler a análise
Vinte e seis nomes são os mesmos nos dois topos, o que quer dizer que o campo tem um cânone e que ele é compartilhado. Twyman, Nielsen, Pettersson, Frascara, Lupton e Bonsiepe abrem as duas listas.
Os que só a revista cita puxam para a psicologia cognitiva e para a visualização: Mayer, Tufte, Wogalter, Engelhardt, Bertin. Os que só o congresso cita puxam para a tipografia e para a memória gráfica: Bringhurst, Dondis, Finizola.
Assim, é a mesma divisão que aparece nos descritores e nos tópicos, agora vista pela bibliografia. Os dois acervos leem os mesmos fundadores e se separam na segunda camada de leitura.
A idade da bibliografia
Percentual das entradas de referência de cada acervo por década da obra citada. Foram incluídas apenas as entradas cujo ano foi resolvido, e a série começa em 1960.
- 1960
- 1970
- 1980
- 1990
- 2000
- 2010
- 2020
- InfoDesign
- CIDI
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| Década | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| 1960 | 1,1% | 1% |
| 1970 | 2,7% | 2,4% |
| 1980 | 4,7% | 4,4% |
| 1990 | 12,9% | 13,1% |
| 2000 | 33,5% | 37,4% |
| 2010 | 37,4% | 35,3% |
| 2020 | 7,8% | 6,3% |
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As duas curvas têm quase a mesma forma, e é isso que o painel mostra: o campo lê a mesma bibliografia nos dois acervos.
A diferença é de meio ponto a quatro pontos por década, e o que veio antes de 2000 pesa quase o mesmo nos dois, 21,4% na revista e 20,9% no congresso. A única década em que a distância se abre é a de 2000, que o congresso cita mais. A entrada das três edições mais antigas da série do congresso, de 2005 a 2009, aproximou as duas curvas, e a leitura de gênero que se fazia antes deixou de se sustentar no dado.
A década de 2020 aparece baixa nos dois, e isso é efeito de janela: uma obra de 2024 ainda não teve tempo de ser citada, e a série termina antes de a década fechar.
O que o campo faz
A pergunta que cada acervo faz
Percentual dos trabalhos de cada acervo em cada eixo da camada de abordagens. Os dois observatórios leram sob a mesma rubrica, e por isso os valores se comparam.
- Mede desempenho
- Não mede desempenho
- Território como posição
- Território como objeto
- Não se situa
- InfoDesign
- CIDI
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| Valor do eixo | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Mede desempenho | 37,5% | 26,8% |
| Não mede desempenho | 62,5% | 73,2% |
| Território como posição | 6,4% | 7,8% |
| Território como objeto | 32,3% | 36,9% |
| Não se situa | 61,3% | 55,3% |
ler a análise
Este painel só existe porque as duas camadas foram lidas sob a mesma rubrica. Sem isso, a comparação seria de dois instrumentos, e não de dois acervos.
A revista mede desempenho com mais frequência: pouco menos de dois em cada cinco trabalhos, contra pouco mais de um em cada quatro no congresso. O congresso se situa mais: quase metade do que ele publica toma o território como objeto ou como posição, contra pouco menos de dois quintos na revista.
Assim, trata-se de diferença de gênero antes de diferença de agenda. O trabalho que mede precisa de resultado fechado, e resultado fechado cabe melhor num artigo com avaliação por pares; o trabalho que se situa costuma abrir questão, e questão aberta circula bem em congresso.
A leitura importa para quem usa uma das duas plataformas sozinha: nenhuma delas mostra o campo inteiro, e as duas juntas mostram que a diferença entre elas é de porta de entrada.
O que o trabalho se propõe a fazer
Percentual dos trabalhos de cada acervo por objetivo declarado, lido sob a rubrica da anatomia. Um trabalho pode ter mais de um objetivo, e por isso as colunas passam de cem.
- Descrever
- Propor método
- Conceituar
- Avaliar
- Revisar
- Relatar experiência
- Propor artefato
- Comparar
- InfoDesign
- CIDI
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| Objetivo | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Descrever | 23,6% | 30,5% |
| Propor método | 16,5% | 11,8% |
| Conceituar | 15,8% | 15,3% |
| Avaliar | 13,3% | 11,2% |
| Revisar | 8,7% | 4,7% |
| Relatar experiência | 8% | 7,4% |
| Propor artefato | 7,8% | 14,6% |
| Comparar | 4,1% | 4,4% |
ler a análise
Descrever é o objetivo mais comum nos dois, e é mais comum no congresso: quase um terço do que ele publica, contra pouco menos de um quarto na revista.
A revista está à frente em propor método e em conceituar, que são os dois objetivos que pedem texto longo e bibliografia. O congresso está à frente em descrever e em relatar experiência, que são os que cabem em oito páginas.
Além disso, junto com o painel das abordagens, desenha-se a divisão de trabalho entre os dois acervos. O congresso é onde o campo mostra o que fez, e a revista é onde ele argumenta sobre como fazer.
Quando cada um diz o que o campo é
Percentual dos trabalhos de cada acervo que enunciam uma definição de design da informação, e a repartição por enfoque entre os que definem. As duas camadas foram lidas sob a mesma rubrica.
- Trabalhos que definem o campo
- Projetual
- Funcional
- Disciplinar
- Cognitiva
- Sociotécnica
- Crítica
- InfoDesign
- CIDI
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| Enfoque | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Trabalhos que definem o campo | 10,3% | 3,6% |
| Projetual | 36,5% | 34,4% |
| Funcional | 31,8% | 28,1% |
| Disciplinar | 15,3% | 20,3% |
| Cognitiva | 7,1% | 12,5% |
| Sociotécnica | 8,2% | 3,1% |
| Crítica | 1,2% | 1,6% |
ler a análise
A revista define o campo com mais do que o dobro da frequência do congresso: um em cada dez trabalhos, contra um em cada vinte e cinco.
Contudo, em número absoluto o congresso tem mais definições, 64 contra 45, e isso é só tamanho. Em proporção a diferença é grande e vai na direção que o resto da seção já indicava: o texto longo com avaliação por pares é onde se para para dizer o que o campo é.
Entre os que definem, o enfoque projetual lidera nos dois e com quase a mesma fatia. A revista tem mais definição funcional e o congresso mais disciplinar, e as duas diferenças são de meia dúzia de pontos. O campo define pouco, e quando define, define parecido.
A língua em que se publica
Percentual dos trabalhos de cada acervo em cada língua, no período inteiro de cada um.
- Português
- Inglês
- Espanhol
- InfoDesign
- CIDI
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| Idioma | InfoDesign | CIDI |
|---|---|---|
| Português | 76,9% | 95,5% |
| Inglês | 21,1% | 4,3% |
| Espanhol | 2,1% | 0,2% |
ler a análise
Os dois publicam sobretudo em português, e a revista publica bem mais em inglês.
A diferença é de política editorial datada. A revista abriu números temáticos em inglês a partir de 2019 e passou a aceitar submissão só em inglês em 2025, quando entrou na Scopus. Por outro lado, o congresso não fez essa transição, e continua sendo o lugar onde o campo fala a própria língua.
A leitura tem consequência para quem procura o campo de fora do Brasil: em inglês acha-se a revista recente, e é uma fatia do que o campo produz.
O método
De onde vem cada lado
Os números da revista são os desta base, e os do congresso são tomados do agregado publicado pelo Observatório do CIDI, lido no momento da exportação. Nada da base do congresso entra aqui: atravessam algumas dezenas de números, que são os que esta seção mostra.
A ponte é de mão dupla. O Observatório do CIDI tem a seção espelho desta, lida do agregado daqui, e por isso as duas mostram o mesmo par de números a partir de casas diferentes. Reconstruir a base de um dos dois obriga a reexportar o outro, senão uma das seções passa a comparar contra um número que já não existe.
Duas camadas se comparam porque foram lidas sob a mesma rubrica: a das abordagens e a da anatomia. As rubricas estão publicadas nos dois sítios, em Procedimentos. As demais medidas são de contagem, e por isso não dependem de leitura.
O período não é o mesmo, e não há como fazê-lo ser: a revista cobre de 2004 a 2026, e a série do congresso alcança de 2005 a 2025, em onze edições. Toda comparação aqui é entre acervos inteiros, e não entre janelas coincidentes.